Dizer que mudar para o exterior é um grande acontecimento na vida é pouco. Tudo na sua vida, como você a conhece, vai mudar. Seu endereço, a comida que você come, a água que você bebe e o idioma que você fala. É aqui que muitas pessoas começam a lidar com o “Fracasso do Expatriado”.
Mas o que é esse termo e existe uma forma de superá-lo? Claro que sim! É normal sentir que você fez algo errado, mas não se preocupe; você é apenas humano. Veja o que você pode fazer para entendê-lo e preveni-lo, se possível. Boa leitura!
O que é o Fracasso do Expatriado?
Você talvez tenha que sacrificar muito por essa mudança internacional, deixando família e amigos, relacionamentos que você passou a vida inteira construindo. Você provavelmente terá muitas despesas, desde embalar e enviar pertences até taxas de Visto e papelada no destino.
Acho justo dizer que você está fazendo um enorme investimento financeiro, emocional, físico e de energia.
Ser bem-sucedido nessa aventura de vida é o objetivo, mas há muitas pessoas que acham a adaptação em um novo país bastante difícil. Eu entendo muito bem esses obstáculos da adaptação cultural.
Anos atrás, quando me mudei para Portugal pela primeira vez, eu me sentia completamente deslocada e infeliz. A mudança teve um enorme impacto na minha vida e, mesmo assim, eu não fazia ideia do porquê estava tão mal nem de como fazer mudanças positivas.
Quando comecei meu mestrado em psicologia intercultural, decidi pesquisar as estatísticas sobre o fracasso do expatriado. Eu queria entender por que algumas pessoas, como eu, achavam difícil se adaptar a um novo país.
O que acontece quando os expatriados enfrentam o Fracasso do Expatriado?
Em meus estudos, me deparei com estas estatísticas. Até 40% das missões internacionais em ambientes corporativos fracassaram. O fracasso do expatriado é definido por funcionários em missões internacionais que retornam ao seu país de origem antes do fim do projeto.
Para as empresas que patrocinam essas mudanças, o custo de cada fracasso de um funcionário é estimado em aproximadamente US$ 300.000. As estatísticas e os custos financeiros são impressionantes, e isso sem nem considerar as dificuldades emocionais dos funcionários e de suas famílias.
Essas descobertas me levaram a pensar nos expatriados que se encontram infelizes e improdutivos, mas que concluem suas missões no exterior. Na minha opinião, acho que esses percentuais são muito maiores e provavelmente o dobro da taxa de fracasso. E, novamente, o fator humano, o custo humano do sofrimento emocional e mental dos funcionários e famílias, é enorme.
É importante entender por que essas pessoas não tiveram sucesso. Segundo o estudo, a razão mais frequente para as altas taxas de fracasso veio da incapacidade dos funcionários e suas famílias de se adaptarem à cultura e ao ambiente locais.
É verdade que este relatório estudou ambientes corporativos, e muitas pessoas se mudam para o exterior por conta própria. No entanto, essas descobertas são ainda mais relevantes com base na minha experiência trabalhando com clientes expatriados nos últimos nove anos.
Quando nos mudamos para o exterior, arcamos com o peso financeiro. Somos responsáveis por todas as nossas decisões, e lidamos sozinhos com as consequências. Precisamos fazer tudo o que pudermos para reduzir nossos riscos e aumentar nossas chances de sucesso.
Por essa razão, gostaria de compartilhar algumas ideias para ajudar você a ter uma jornada de expatriado bem-sucedida:
Complete esta frase: Estamos Nos Mudando Por…
Não me refiro a uma lista de todos os motivos pelos quais você está se mudando. Faça uma declaração do que você quer alcançar. Quais são seus objetivos? Como você quer viver sua vida neste novo país? Crie sua definição única do que significa sucesso para você e sua família.
Use isso como uma régua para ajudar a avaliar seu primeiro ano no exterior e além. Ter clareza sobre o seu “Estamos Nos Mudando Por…” vai ajudar você a superar os momentos difíceis, porque você saberá quais objetivos são importantes de alcançar e o propósito por trás desta decisão que muda a vida.

Só o treinamento cultural não é suficiente
Sim, aprender sobre uma nova cultura é importante. Precisamos aprender as regras dos nossos novos países, mas saber de algo não muda nossas emoções, comportamentos ou atitudes.
Eu tive um cliente que sabia que as pessoas em seu novo país costumavam se atrasar para compromissos. Ele sabia que era socialmente aceitável se atrasar quinze minutos para uma reunião. Mas, sempre que alguém chegava atrasado, ele se sentia irritado, o que afetava como ele se comportava com os outros; ele sentia que isso impactava negativamente seu bem-estar geral.
Para ajustar sua lente cultural e se adaptar melhor às diferentes normas culturais, você precisa entender seus próprios preconceitos.
Fazer esse treinamento emocional vai ajudar a mudar suas emoções, comportamentos e atitudes em relação a uma nova cultura.
O Mais Importante: Prepare-se!
Benjamin Franklin disse certa vez: ‘Se você falha em planejar, está planejando falhar.’ Não poderia concordar mais. Mas aqui está a verdade: você não pode simplesmente preparar a papelada e a logística. Prepare-se emocional, física e mentalmente. Mudar para o exterior pode ser estressante, empolgante, avassalador e frustrante, tudo ao mesmo tempo.
Você não precisa fazer tudo isso sozinho. Existem recursos gratuitos como minha série de vídeos no YouTube e o grupo no Facebook que oferecem apoio e conexão. Para ter uma transição bem-sucedida, entenda que haverá momentos difíceis, mas saiba que há muitos recursos disponíveis para ajudar com a adaptação cultural.
Meu trabalho é todo sobre ajudar você e outros expatriados e imigrantes a se prepararem para sua mudança ao exterior. Estou aqui para apoiar você e aumentar suas chances de sucesso, seja lá como você definir sucesso.
Você pode se inscrever no meu Curso de Realocação Internacional gratuito online aqui. Esse curso prático está repleto de informações para a sua mudança ao exterior.
Sinta-se à vontade para entrar em contato comigo com perguntas e informações sobre cursos e sessões individuais. Estou ansiosa para trabalhar com você e sua família.
Este artigo faz parte da nossa série com Deborah Dahab – uma Practitioner certificada em PNL e também expatriada, que ajuda seus clientes a se adaptarem com mais facilidade à transição cultural que vem com a realocação.
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